sábado, 12 de março de 2011

Massificação e a Seleção Sub 17

Venho hoje falar de dois assuntos que parecem distintos e distantes, mas na verdade estão intrinsicamente ligados.
O futsal goiano terminou o ano de 2010 como a 5ª no ranking da Confederação (Leva-se em consideração vários aspectos, e um deles é o número de inscrições de atletas). Isto mostra a grande participação de atletas nas categorias menores e o quanto estamos melhorando no trabalho de base, o que nos permite vislumbrar um futuro de glórias para o nosso esporte. Mas quem joga o futsal em nosso estado precisa de mais. O futsal goiano merece mais. Juntando esforços  de administradores, gestores de clubes e jogadores poderiam uns ajudar os outros.
O que me faz lembrar da Seleção Goiana Sub 17 que viajou neste último sábado (12/03) para defender o título brasileiro da categoria. É isto mesmo, somos os atuais campeões brasileiros de seleções sub 17. Temos em Goiás excelentes atletas de futsal, que são formados nas categorias de base, mas que quando chegam na categoria adulta infelizmente ainda não tem para onde ir. Temos que vislumbrar voos maiores, sermos campeões não somente em uma categoria, mas conquistar títulos em todas, do sub 09 à categoria adulta, pois potencial e vontade é o que não falta neste estado.
E o que precisamos é mostrar o que já conseguimos e onde poderemos chegar. Apenas o NetFutsal divulgou a preparação desta equipe para a disputa do Brasileiro de Seleções, e divulgação é essencial para que possamos atrair mais investidores em nosso esporte, pois o futsal tem que ocupar um espaço que lhe pertence, mas para isso precisamos de organização, estrutura e planejamento.
Sei que a vida dentro dos clubes não é fácil, pelo contrário, é matando um leão por dia, mas justamente por causa disso é necessário uma união entre clubes e federação para se alcaçar o posto que os futsalonistas querem e merecem. Não podemos viver mais da luta individual de alguns treinadores e gestores.
 Para que o trabalho nas categorias de base tenham continuidade é imprescindível termos um campeonato com dez, doze equipes de cada categoria em cada regional, assim massificamos o esporte, divulgamos a modalidade, mobilizamos investidores e parceiros e alcançaremos o espaço que falta para chegarmos ao olimpo do nosso esporte.
Torço muito pelos nossos atletas do Sub 17, pois outra conquista nacional seria sensacional para as nossas ambições. Tenho certeza que o trabalho que foi feito com esses atletas pelo treinador e coordenador técnico da seleção, além do apoio da FGFS e do Goiás E.C. pela estrutura, foi a melhor possível. Conheço o potencial de todos, e rogo a Deus que os ilumine nesta difícil tarefa.
Boa sorte a todos, e que representem da melhor maneira possível o nosso Estado em terras pernambucanas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mentores e Amigos!

Durante a nossa passagem pelos caminhos da vida, existem algumas pessoas que se diferenciam e se destacam para nós durante a jornada. São pessoas que nos ajudam, nos orientam, que dão Norte às nossas viagens. São verdadeiramente nossos mentores, pessoas sem as quais nossas vidas seriam bem diferentes.
Durante minha caminhada pelo mundo do Futsal, graças a Deus, foram muitas as pessoas que me ajudaram e que serviram de referência para minha vida profissional. Mas a algumas devo uma gratidão especial, porque fizeram uma grande diferença em minha vida.
À essas pessoas reitero meus agradecimentos, o que ainda me parece pouco pelo tanto que recebi.
Há um professor, o Sr. Paulo Vilela, meu treinador nos tempos de Jaó, pessoa de caráter irrefutável, que além de direcionar-me pelos caminhos do futsal, serve-me de referência até hoje de humildade, carisma e companheirismo. Permitiu o destino que fosse eu, por duas vezes, treinador do meu primeiro treinador, ironia do destino, e prova maior da dedicação deste mestre para com o esporte.
Lembro-me também de um professor que chegou a ser meu treinador, mas depois passou para o lado da gestão, e foi a primeira pessoa a acreditar em meu trabalho com treinador de futsal e me abriu os caminhos dos campeonatos federados. Estou me referindo ao Sr. Sommerson, que colocou-me em contato com o Dr. Álvaro, do Hospital São Domingos, permitindo assim que minha equipe colegial disputasse pela primeira vez um certame goiano.
Não posso deixar de relatar a pessoa que mostrou-me os caminhos da tática e do treinamento no futsal. O Sr. Antônio Rubens Vaz, mais conhecido por todos como "Foca". Um grande professor que sabe muito de futsal, que me mostrou a importância de estudar o jogo, de conhecer meus adversários e minha equipe, de estar sempre antenado com o que há de novo e de aprender, aprender sempre. Este sim um verdadeiro mestre.
Tenho que agradecer e muito também a uma pessoa que me ajudou em demasia, durante minha passagem pela AABB, sem ele o meu caminho seria bem mais difícil. Falo do Sr. Antônio Marquez, que me apoiou nas reuniões com o Sr. Rene Nunes (então Presidente da AABB), de quem eu aprendi sobre a gestão do esporte, e foi sempre um amigo.
E há uma pessoa em especial a quem devo muito, para não dizer tudo, do que tenho hoje, do pouco que alcancei no esporte. Mas sem ele menos ainda teria eu alcançado, pois ele abriu-me várias e várias portas . Refiro-me do Sr. Hideraldo Jorge Santana. Um homem que viveu e vive pelo futsal. Foi presidente da FGFS várias vezes, e hoje é diretor da CBFS. Creio que não só eu mas todo o futsal goiano deve muito ao empenho deste homem.O ginásio de Campinas destinado quase que exclusivamente ao Futsal, foi obra de sua administração e influência. Os vários campeonatos a níveis nacionais e internacionais que o estado de Goiás tem recebido nos últimos anos com certeza tem sua mãozinha. A participação de equipes goianas na Liga Futsal, principalmente no seu início, teve influência direta de sua pessoa. Se hoje em Goiás temos o que temos no futsal (pode ser pouco ainda, pois podemos e precisamos de muito mais) muito foi por obra e influência sua. Assim devo muito mais até do que eu possa imaginar à este gestor do nosso esporte.
Aqui fica meus agradecimentos, a todos os quais eu convivi durante estes anos, aos meus atletas de outrora e de hoje, aos meus alunos, e a todos os dirigentes com os quais trabalhei, pois com todos aprendemos algo. Peço desculpas a quem eu tenha feito algum tipo de desagrado, pois isto pode acontecer, mas quero deixar claro que minha intenção foi sempre a de fazer amigos, e graças a Deus, no futsal eu encontro muitos deles.
Muito Obrigado!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Onde estão nossos ídolos?

O fato de poucas equipes goianas investirem no futsal adulto cria uma situação no mínimo inusitada, para não dizer deprimente.
A falta de ídolos!
Quem são as referências no futsal goiano adulto para nossos jovens atletas?
Em quem eles se espelham?
Quem são aqueles atletas de quem a gurizada se discute uma jogada que tenha realizado, e que antes do treino tenta-se repetir, fazer igual ao ídolo?
Infelizmente estamos perdendo nossas referências... Em Goiás quem é muito bom logo vai para outro Estado (Pois aqui temos poucos clubes adultos, como já se sabe!), ou até mesmo outro país, e quem por aqui fica?
Qual atleta goiano da atualidade, da categoria adulto, que joga em nosso estado, é conhecido pelo Brasil afora? Ou mesmo conhecido pelos nossos jovens atletas das categorias de base?
Quando peranbulo pelos caminhos do futsal fora de Goiás, e encontro treinadores, jogadores, e até mesmo cartolas, sabendo que venho do Estado Central do País, logo me perguntam: Você é de Goiás? Como anda o Zé Ricardo? E aquele pivô forte e abilidoso, o Iberê? Manda um abraço pro Paulo Ventura... e por aí vai...
Quem ficou deslocado, eu revelo. Estes nomes nos quais foram citados, são jogadores e treinadores que fizeram história no futsal goiano, no final da década de 1980 e início da década de 1990, e que jogaram em equipes goianas, leia-se Jaó, Villa Romana, Ajax, entre outras...
Mais recentemente, encontramos ainda por algumas quadras da vida, o Sandrinho, muito inteligente e com uma habilidade invejável, o  grande Paulo Vilela, que vem de uma família de craques, como o seu irmão Rogério, que já passou pela seleção brasileira e construiu sua vida jogando na Europa, o saudoso Rabicó, que apesar de não ser goiano de nascença, fez a sua história em nosso Estado, jogando pelo Goiás e pelo Rio Verde.
Lembro-me da época em que era aspirante a jogador de futsal no Jaó, nós assistíamos os jogos dos "adultos", víamos o Sassá desconcertar o marcador com seus dribles e firulas, e pensávamos: "Um dia quero jogar como eles...".
O certo é que hoje já não encontramos estes jogadores mais em quadra para admirarmos. Talvez seja apenas romantismo barato, pois os tempos mudaram. Mas que era muito bom, era...
Pergunte para um garoto do sub 13, por exemplo, em quem ele se espelha... Ele dirá sem pestanejar: Falcão!
E quanto aos jogadores goianos... Onde estão nossos ídolos?
Não que nossos atletas atuais não sejam bons, pelo contrário, creio até que Goiás nunca teve uma safra tão boa de atletas, com qualidade técnica e tática. O problema se encontra em saber onde eles estão. Onde eles jogam? Quem é que assiste os jogos deles? Eles treinam onde? Como faço para asistir a um treino deles? Quase ninguém sabe. Quase ninguém divulga.
Se queremos que o futsal em nosso estado avance, precisamos de estratégias para permitir que pessoas possam assistí-lo, conhecê-lo, vivênciá-lo.
Precisamos de campeonatos estimulantes para as equipes, para os atletas, para os torcedores e para os investidores. Necessário se faz que as pessoas tenham como saber onde ocorrerão os jogos, quem jogará, e quem joga em qual equipe.
Assim todos sairão ganhando: quem joga, quem assiste, quem organiza, quem investe e também aquele guri do sub 13, que saberá em quem se espelhar, poderá "comprar" a camisa do clube do ídolo, com o seu número nas costas e dizer: "Um dia quero jogar como ele!".