sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Porque o Campeonato Goiano Adulto Ainda Não Começou?

As categorias de base já iniciaram as suas disputas. A bola já está rolando... A emoção já entrou em quadra... Mas... E o campeonato adulto???
A federação Goiana até que tentou em duas ou três oportunidades realizar a reunião definitiva do campeonato, mas a participação das equipes interessadas sempre foi insuficiente... E todas às vezes uma agremiação de determinada região do estado dizia ser possível angariar mais participantes no campeonato se o início do torneio fosse adiado por algumas semanas a tempo de entrar em contato com essas equipes e convencê-las a participar do certame regional. Ainda mais sendo regionalizado, com subsídio da Federação sobre o transporte da arbitragem, e com os valores a serem pagos por jogo referente aos árbitros terem sido diminuídos se comparado com o ano passado.
Mas o que se viu até agora foram tentativas frustradas de se alcançar o onírico número de 16 equipes para este campeonato goiano.
As ideias e iniciativas do presidente da federação até que foram louváveis, inclusive de adiar o início do campeonato para se tentar conseguir mais participantes, principalmente do interior do estado. Mas estamos chegando a ponto onde a necessidade de se iniciar o torneio urge, não dá mais para esperar... Infelizmente...
Espero que ainda muitas equipes possam participar do torneio, pois as inscrições ainda estão abertas, mas o prognóstico não parece muito favorável.
Cabe-nos pensar o porquê de tanta falta de interesse no torneio adulto. Não só no masculino, mas no feminino também. São sabidas as dificuldades das equipes, a falta de visibilidade do campeonato. Mas parece que algo mais se apresenta de forma velada.
Outras atitudes terão que ser tomadas por parte da federação, um trabalho de Neemias, o personagem bíblico, deverá ser feito. Ações políticas por parte do nosso presidente, ações de marketing por parte de nossa federação, ações de sobrevivência por parte de nossos clubes terão que ser tomadas... Sobrevivência sim, pois sem um torneio competitivo e com grandes equipes o que tende a acontecer é a falência dos heróis que ainda sobrevivem, e então morrerão abraçados em meio às ondas de dificuldades que assolam o futsal adulto de nosso estado.
É nosso dever agir, fazer o barco andar e alcançar o seu merecido destino. Mas cabe a cada um fazer a sua parte em prol do esporte que adotamos como nosso. Mas, e você... Está fazendo a sua parte???
Vamos fazer do Futsal o melhor esporte de nosso estado. Conto contigo! E pode contar comigo...!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Padronização da Regra do Tiro de Meta

Recentemente a CBFS divulgou um boletim padronizando as regras do futsal praticadas no Brasil com as regras da FIFA. Veja como ficou o texto oficial:

“(...) Art. 2º - Informar que com a alteração, o item nº 7 da Regra 16 – Arremesso de Meta (página 66 do Livro Nacional de Regras de Futsal 2011) passa a ter a seguinte redação:
REDAÇÃO APROVADA
7 – Após o goleiro executar o arremesso de meta e a bola ter entrado em jogo, não poderá recebê-la de um companheiro de equipe, em sua meia quadra, sem que a bola tenha antes sido jogada ou tocada por um adversário.
PUNIÇÃO (página 67)
c) Se o goleiro, após ter posto a bola em jogo a recebe de volta de um seu companheiro, toca ou controla a bola com as mãos, ou com os pés, em sua meia quadra, sem esta haver tocado em jogador adversário, sua equipe será punida com um tiro livre indireto a favor da equipe adversária, com a bola sendo colocada no local onde ocorreu a infração, salvo se ocorrido dentro de sua área penal, quando a bola será colocada sobre a linha da área e no ponto mais próximo de onde ocorreu a infração.
RECOMENDAÇÕES
a) Se após o arremesso de meta, a bola for devolvida ao goleiro, em sua meia quadra, sem que seja antes tocada por jogador adversário, os árbitros deverão penalizar com um tiro indireto.
COMENTÁRIO
No arremesso de meta o goleiro poderá receber a bola no ataque, sem antes a mesma tocar em jogador adversário.”
Assista ao vídeo e veja o que pode e o que não pode ser feito de acordo com esta regra.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Polarização do Futsal Goiano


Fonte FGFS

Observando os resultados do último Campeonato Metropolitano percebemos que os títulos ficaram divididos entre três cidades do Estado: A cidade de Anápolis ficou com 02 títulos, a cidade de Rio Verde ficou com 02 títulos e a capital Goiânia ficou também com 02 títulos.
Comparando com os resultados das últimas oito edições do campeonato goiano em todas as categorias vemos que a cidade de Anápolis conquistou 11 títulos, e Rio Verde e Goiânia 22 títulos. São os maiores vencedores do certame regional.  O que nos faz pensar..., a que se deve esta polarização do futsal goiano?

Lemniscata

O óbvio, planejamento, investimento, estrutura, capacitação dos gestores do esporte, dos treinadores e atletas nessas praças. E outra coisa me chama a atenção, estas praças coincidentemente ou não, são as que tiveram nos últimos anos equipes que participaram da Liga Futsal na categoria adulto. O que isso tem a ver? A referência...!!! A criançada tem em quem se espelhar para poder jogar o futsal...chegamos mais uma vez na importância do Futsal Adulto para o futsal goiano. Por mais que pensemos e falemos, vivemos em uma lemniscata, voltando sempre para ponto de partida...
As equipes das outras cidades vêm beliscando um título aqui, outro ali..., chegam ao vice-campeonato e estão crescendo e aparecendo nos campeonatos oficiais da federação goiana. O que é muito bom para o futsal do nosso estado, mas... Ainda está longe do que poderia ser alcançado com um pouco mais de estruturação e organização.
Falar da quase falência da maioria dos clubes goianos é chover no molhado, basta ver a situação dos dois maiores vencedores do campeonato goiano. De acordo com levantamento feito na FGFS pelo NetFutsal as duas equipes com maior número de títulos no campeonato goiano nos últimos oito anos em todas as categorias são a Fesurv e a Hidráulica Brasil. A Fesurv participou dos campeonatos em várias categorias no naipe masculino conquistando 13 títulos, já a Hidráulica Brasil tem a hegemonia no futsal goiano nas categorias adulto e sub 20 feminino, onde alcançou a marca de 12 conquistas do principal torneio regional.
A Fesurv não mais participou das competições oficiais da FGFS este ano, e a Hidráulica Brasil com a suspenção temporária do ProEsporte do governo estadual deixou inclusive de participar da Liga Nacional Feminina. O que será que vem acontecendo? Alguém será que ainda NÃO sabe?
Espalhar a participação das equipes do interior nas competições oficiais da FGFS. Resgatar ex-atletas que saíram do sub 20 e inseri-los em equipes adultas da capital e do interior. Promover torneios com maior visibilidade e com mais atrativos, tanto para as equipes como para o público. Viabilidade econômica para a participação de equipes nas competições oficiais... entre tantas outras coisas que devem, podem e precisam ser discutidas e realizadas para melhorar e alavancar o Futsal Goiano. Vamos pensar juntos, vamos agir juntos... Qual a sua idéia?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sessão da Tarde

Começou o Campeonato Metropolitano de Futsal. E o que há de novo? Quase nada se comparado à Copa Goiás.
 A estrutura da competição é a mesma (Apesar de ser um torneio mais curto, é tecnicamente bem feito), as equipes são praticamente as mesmas (Com exceção do ECOS, do SERP e do Anápolis), as informações as mesmas, a divulgação a mesma. Parece um filme repetido que vemos na “Sessão da Tarde”, onde quem assiste é porque não tem nada melhor para fazer.
Torna-se tão repetido as situações que até as reclamações e as sugestões são as mesmas.  Não que não devesse haver mais campeonatos para as equipes participarem, creio que isso é fundamental, mas a maneira como isso acontece é que poderia ser diferente. Se observarmos bem, até as estruturas táticas das equipes são as mesmas. Alguns ainda copiam o que se observa na Liga Futsal (Mas somente alguns, porque outros nem isso!). Nas categorias menores observa-se que a equipe em que o goleiro te um bom chute leva vantagem, porque o jogo vira quase um gol a gol, onde o posicionamento, a troca de passe e as movimentações são deixados de lado em função da busca da vitória a qualquer custo.
  Assim na ânsia de ser campeões (Todos querem ser campeões!) esquecem-se de trabalhar a criança para ser um atleta de qualidade no futuro, quando alcançar a idade adulta que é quando se deve colher os frutos, mas infelizmente permite-se uma especialização precoce dos atletas mirins, desperdiçando desta forma grandes talentos que o futsal goiano poderia produzir. É notório que até o sub 15 este tipo de “Formação tática” tem efeito, pois a habilidade individual acaba sobrepondo o coletivo. Mas a partir daí o que se vê é que somente chegam ao pódio equipes que treinam e se preparam de uma forma mais estruturada, onde o coletivo sobrepõe o individual, mas sem tolher a criatividade dos atletas. Mas esta postura não tem mudado. Parece realmente um filme de “Sessão da Tarde” que assistimos já umas três vezes.

Então falemos do lugar comum, sempre mais do mesmo. Torna-se imperioso para o Futsal goiano que os treinadores de uma forma geral se capacitem (Cursos de treinadores aqui no estado seria essencial), um torneio mais atrativo para os clubes, torcedores e para a mídia. Intercâmbio com clubes de outros estados... Etc.
Não precisamos reinventar o futsal ou a maneira de gerir o mesmo, precisamos apenas de colocar em prática o que temos à mão. E para isto é necessário principalmente vontade. Vontade política de nossos dirigentes e vontade dos clubes em fazer diferente.
Assim ao invés de “Sessão da Tarde”, todos poderiam desfrutar de uma pré-estreia no cinema com pipoca e refrigerante.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Goianão Adulto com 16 Equipes!

Um Campeonato Goiano Adulto com pelo menos 16 equipes!
Assim o Sr. Múcio Santana, o presidente da FGFS, iniciou uma conversa que tivemos...
Parece uma insanidade o que foi dito... Não pelo fato de não ser possível, pois pode ser bem viável, mas sim pelo histórico recente de nossos certames. Mas nosso presidente demonstra ter algumas cartas na manga... Pelo menos assim pareceu!
Nosso presidente é de Goianésia, e mostra ser cheio de vontade e determinação. Diz acessar todos os dias o nosso site, ler o nosso mural, e incorporou e entendeu algumas críticas e sugestões que foram colocadas. O nosso presidente mostra ser uma pessoa acessível e com grandes ideias, o que me deixou esperançoso em relação ao futuro do futsal goiano.
Mas 16 equipes no Goiano Adulto???  Como poderia ser possível conseguir isto já neste primeiro ano?
Vejamos aqui um ensaio das dificuldades dos clubes para a participação no goianão adulto e o que pode ser feito:
- Taxas da Federação: É o que mais se comenta.
Mas quais são os custos para se participar de um campeonato goiano adulto?
O Clube precisa filiar-se à FGFS, o que custa o valor de R$ 300,00. Existe também uma anuidade a ser paga à FGFS, que está no valor de R$ 600,00 (se for feita no início do ano, caso seja feita em outros meses os clubes pagarão um valor proporcional aos meses faltantes ao fim do ano, correspondendo a R$ 60,00 por mês).
Há também a taxa de inscrição para a participação no campeonato goiano, que no ano passado foi no valor de R$ 350,00.
Para cada atleta inscrito o clube tem que desembolsar R$ 5,00 para a confecção da carteirinha da entidade (A inscrição inicial de atleta está inclusa nos valores acima).
Caso vá fazer a transferência de algum atleta de um clube para o outro existe a taxa de R$ 200,00 se forem entre clubes goianos, entre clubes de outros estados o valor é outro.
A arbitragem do campeonato goiano adulto do ano passado estava no valor de R$ 300,00 a R$ 340,00 por jogo (O Clube só paga quando for o mandante da partida).
Se o clube for do interior do Estado há o custo do translado dos oficiais de arbitragem, que fica no valor da passagem de ônibus entre o local do jogo e a residência do árbitro para cada oficial de arbitragem (02 árbitros, mesário, representante, e se houver o cronometrista). Para os árbitros também há o custo de um lanche para os mesmos (Fica a cargo da equipe mandante). E se houver a necessidade, a hospedagem dos mesmos.
Acrescente o custo de viagem da equipe, e hospedagem se necessário.
Isto é o que se gasta, acrescentando ou tirando alguma coisa.
Desta forma o que poderia ser feito para amenizar estas questões?
Fazendo-se um Campeonato Goiano Adulto Regionalizado (As equipes da mesma região do estado jogariam entre si na primeira fase, e as finais sendo sediado por alguma cidade), faria com que os custos de viagem, translado de árbitros, hospedagem e etc. fossem amenizados, possibilitando assim que o dinheiro dos clubes fossem revertidos em outras questões.
Os outros custos, como por exemplo, a taxa de inscrição para a participação no goiano, até o ano passado, quando o clube pagava a inscrição recebia 06 bolas de futsal oficiais, e se continuar desta forma seria interessante pois a despesa teria retorno em material para os próprios clubes ( O que se tornaria um investimento para os clubes, e não uma despesa).
Quanto à taxa de filiação e a anuidade parece não haver jeito, a não ser que se consiga um parceiro (Patrocinador) que faça como no caso das bolas, revertendo a anuidade e a filiação em material para os clubes, não necessariamente em bolas, mas as vezes em material de treino, de jogo, ou algo assim.
A transferência de atletas entre clubes está dentro da faixa, talvez o que se possa fazer é reverter um pouco deste valor para os clubes de origem do atleta, para que amenize os custos que eles tiveram com os mesmos.
Assim de certa forma desmistificamos um pouco sobre a exorbitância das Taxas da Federação. Não é pouco, mas é viável que clubes não federados ainda venham a ingressar em campeonatos oficiais.
O nosso presidente quer incentivar a participação de clubes no campeonato goiano adulto, com outras ideias também além destas, principalmente sobre a divulgação do campeonato. E está aguardando sugestões via o NetFutal. Vamos aproveitar a oportunidade e escrever no mural do NetFutsal sugestões para a realização de um campeonato adulto de qualidade.
Se assim for feito, parece que o devaneio de 16 equipes no goianão tornar-se-á palpável e real.
Assim esperamos!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

As Fases Finais da Copa Goiás

As semifinais da Copa Goiás estão chegando. E percebe-se que os clubes que alcançaram a classificação o conseguiram com justiça e muito esforço, no máximo uma ou outra equipe está fora dos quartetos injustamente.

Oroborus

Vemos no sub 20 um nivelamento grande entre as equipes. Na primeira fase o Rio Verde ganhou do CFC, que por sua vez ganhou do Goiás, que venceu o Uni Anhanguera, que derrotou o Rio Verde. Mais parecendo um Oroborus sem fim. O Rio Verde, atual campeão goiano da categoria, de certa forma parece levar vantagem. A equipe vem treinando desde os meados de janeiro, às vezes em dois turnos, e está se preparando para a Taça Brasil da categoria. E na primeira fase ainda teve que fazer quatro jogos em dois dias, o que é quase desumano. A equipe do Goiás é sempre favorita em toda competição que participe, tanto pela organização do time quanto pela qualidade técnica de seus jogadores. O CFC está começando a engrenar, parece que a equipe foi se formando durante a competição, acabou a primeira fase em primeiro e por isso também chega forte às semifinais. Já o Uni Anhanguera é a grata surpresa do campeonato, comendo por fora desbancou equipes como o Rio Verde e endureceu partidas contra o CFC e o Goiás. É o franco atirador destas semifinais que se mostra quase impossível de se tentar um prognóstico. Melhor para o público e para o Futsal Goiano que terá partidas de alto nível técnico e tático.

Goiás EC Campeão Goiano 2010 Sub 17

Já na categoria Sub 17 a equipe do Goiás atropelou todo mundo na primeira fase, vencendo por placar elástico quase todos os jogos. Torna-se assim o candidato natural ao título. A equipe do AD Arena parece ser a única com possibilidade de tirar o título do Goiás, apesar da derrota para o próprio Goiás na primeira fase, e do tropeço contra a equipe do Uni Anhanguera, a equipe de Anápolis tem uma boa base, e pode surpreender os esmeraldinos. Já o CFC e o Uni Anhanguera não mostraram a que vieram na primeira fase, precisam superar suas falhas coletivas e individuais e concentrarem-se durante as partidas semifinais para conseguirem chegar à grande final.
Chegamos ao Sub 15, onde o CFC passeou na primeira fase, e parece quase garantido na final, pois enfrenta a equipe do Ajax que não ganhou de ninguém. O outro confronto entre Caldas e Caçu promete ser mais equilibrado, apesar de Caldas ter vencido por uma diferença considerável na primeira fase (8x3), pode-se esperar um Caçu mais aguerrido nesta semifinal. Mas o CFC com certeza está um passo à frente das outras equipes nesta fase.
No Sub 13 o torneio está mais equilibrado, à exceção do CFC que nesta categoria não jogou a bola que mantivesse a tradição da equipe, as outras equipes chegam podendo conquistar o título. O Caçu que terminou em primeiro a primeira fase, deve chegar á final com grandes chances de ser campeão. A equipe de Caldas Novas promete fazer um grande duelo contra a equipe do Uni Anhanguera, mas Caldas deve chegar à final, também com chances de ser campeão.
Na categoria Sub 11 AD Arena e Vila Real chegam como favoritos ao título. A equipe de Caldas Novas vem correndo por fora e pode surpreender. Já a equipe de Caçu não fez uma boa participação na primeira fase, e precisa se superar para chegar à final.
O Sub 09 parece já ter um campeão, a equipe do AD Arena “A”, pois o Uni Anhanguera terá que jogar muita bola na final para conseguir tirar o título das mãos dos anapolinos.
Assim nos dias 21 e 22 de maio, o Ginásio da Federação em Goiânia vai apresentar o que há de melhor em nosso Estado nas categorias de base, mostrando como as agremiações estão se preparando para o Metropolitano e o Goianão. Vale a pena ir ao Ginásio, mesmo que você não tenha ainda uma equipe para torcer, vale a pena assistir o que o Estado de Goiás está prometendo para o futuro do futsal. E se você já tem para quem torcer, aí sim, vale até roer as unhas, pois serão jogos de grandes emoções.

sábado, 2 de abril de 2011

Toca e Sai

Venho observando o futsal ultimamente e percebendo que, não só em Goiás mas no resto do país também, muitas equipes vem utilizando uma proposta de movimentação com a posse de bola que baseia-se no toca e sai. Nada contra, até se perceber que os atletas tocam e saem mas sem saber para onde. Simplesmente vão-se, mas sem nenhuma objetividade, sem padrão definido, sem caminho definido. Alguns podem dizer que assim dá-se liberdade para o atleta criar, movimentar sem fixar em um jogo rígido, mecânico, mas assim também o jogo torna-se empírico, sem planejamento.
As movimentações ditas padrões (Padrão redondo, ala pivô, padrão de meio, lado oposto, quatro em linha, etc.) se tornam rígidas quando o atleta que a executa não entende para quê ela serve, qual a finalidade de tais deslocamentos. Pois a partir do momento em que ele entende o processo como um todo (para onde vai, para onde volta, que espaço será criado e quais as possibilidades que a movimentação oferece) a liberdade para criar se torna maior e mais objetiva.
Mas outros poderiam dizer que executando um padrão a equipe adversária pode se adequadar àquela movimentação e neutralizá-la. Sim é verdade, por isso invoco o toca e sai utilizando-se padrões de movimentações pré definidas, onde o atleta tem consciência do porquê e do quê fazer quando se desloca da posição do fixo e vai para a posição do pivô, ou quando existe uma troca entre o ala e o pivô, ou o porquê em determinado momento utiliza-se a movimentação do "redondo". Desta forma se um atleta TOCA a bola e SAI para a ala, automaticamente ele está chamando um tipo de padronização de movimento, mas se este mesmo atleta TOCA E SAI pelo meio da quadra é outra movimentação que é necessária ser feita por toda a equipe e assim por diante, não se fixando a apenas um padrão de jogo, mas a vários, o que dá muito mais liberdade de ação para os atletas, mas são ações pensadas e objetivas, onde todos da equipe saberão o que fazer quando iniciada a movimentação.
Aparenta ser mais trabalhoso treinar desta maneira, e realmente o é, mas somente assim, sabendo realizar vários padrões de movimentos, e os entendendo é que o atleta dentro de quadra poderá escolher o melhor caminho a ser percorrido naquele momento, superando assim a marcação adversária.
O TOCA E SAI pode ser e é uma boa saída para as equipes, mas pelo contrário que se pudesse imaginar, tem sim que ser muito bem treinado e executado para que funcione e seja eficaz.
O que não dá é para ficar parado, pois como diria um velho amigo e treinador "O que fica parado apodrece!"

sábado, 12 de março de 2011

Massificação e a Seleção Sub 17

Venho hoje falar de dois assuntos que parecem distintos e distantes, mas na verdade estão intrinsicamente ligados.
O futsal goiano terminou o ano de 2010 como a 5ª no ranking da Confederação (Leva-se em consideração vários aspectos, e um deles é o número de inscrições de atletas). Isto mostra a grande participação de atletas nas categorias menores e o quanto estamos melhorando no trabalho de base, o que nos permite vislumbrar um futuro de glórias para o nosso esporte. Mas quem joga o futsal em nosso estado precisa de mais. O futsal goiano merece mais. Juntando esforços  de administradores, gestores de clubes e jogadores poderiam uns ajudar os outros.
O que me faz lembrar da Seleção Goiana Sub 17 que viajou neste último sábado (12/03) para defender o título brasileiro da categoria. É isto mesmo, somos os atuais campeões brasileiros de seleções sub 17. Temos em Goiás excelentes atletas de futsal, que são formados nas categorias de base, mas que quando chegam na categoria adulta infelizmente ainda não tem para onde ir. Temos que vislumbrar voos maiores, sermos campeões não somente em uma categoria, mas conquistar títulos em todas, do sub 09 à categoria adulta, pois potencial e vontade é o que não falta neste estado.
E o que precisamos é mostrar o que já conseguimos e onde poderemos chegar. Apenas o NetFutsal divulgou a preparação desta equipe para a disputa do Brasileiro de Seleções, e divulgação é essencial para que possamos atrair mais investidores em nosso esporte, pois o futsal tem que ocupar um espaço que lhe pertence, mas para isso precisamos de organização, estrutura e planejamento.
Sei que a vida dentro dos clubes não é fácil, pelo contrário, é matando um leão por dia, mas justamente por causa disso é necessário uma união entre clubes e federação para se alcaçar o posto que os futsalonistas querem e merecem. Não podemos viver mais da luta individual de alguns treinadores e gestores.
 Para que o trabalho nas categorias de base tenham continuidade é imprescindível termos um campeonato com dez, doze equipes de cada categoria em cada regional, assim massificamos o esporte, divulgamos a modalidade, mobilizamos investidores e parceiros e alcançaremos o espaço que falta para chegarmos ao olimpo do nosso esporte.
Torço muito pelos nossos atletas do Sub 17, pois outra conquista nacional seria sensacional para as nossas ambições. Tenho certeza que o trabalho que foi feito com esses atletas pelo treinador e coordenador técnico da seleção, além do apoio da FGFS e do Goiás E.C. pela estrutura, foi a melhor possível. Conheço o potencial de todos, e rogo a Deus que os ilumine nesta difícil tarefa.
Boa sorte a todos, e que representem da melhor maneira possível o nosso Estado em terras pernambucanas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mentores e Amigos!

Durante a nossa passagem pelos caminhos da vida, existem algumas pessoas que se diferenciam e se destacam para nós durante a jornada. São pessoas que nos ajudam, nos orientam, que dão Norte às nossas viagens. São verdadeiramente nossos mentores, pessoas sem as quais nossas vidas seriam bem diferentes.
Durante minha caminhada pelo mundo do Futsal, graças a Deus, foram muitas as pessoas que me ajudaram e que serviram de referência para minha vida profissional. Mas a algumas devo uma gratidão especial, porque fizeram uma grande diferença em minha vida.
À essas pessoas reitero meus agradecimentos, o que ainda me parece pouco pelo tanto que recebi.
Há um professor, o Sr. Paulo Vilela, meu treinador nos tempos de Jaó, pessoa de caráter irrefutável, que além de direcionar-me pelos caminhos do futsal, serve-me de referência até hoje de humildade, carisma e companheirismo. Permitiu o destino que fosse eu, por duas vezes, treinador do meu primeiro treinador, ironia do destino, e prova maior da dedicação deste mestre para com o esporte.
Lembro-me também de um professor que chegou a ser meu treinador, mas depois passou para o lado da gestão, e foi a primeira pessoa a acreditar em meu trabalho com treinador de futsal e me abriu os caminhos dos campeonatos federados. Estou me referindo ao Sr. Sommerson, que colocou-me em contato com o Dr. Álvaro, do Hospital São Domingos, permitindo assim que minha equipe colegial disputasse pela primeira vez um certame goiano.
Não posso deixar de relatar a pessoa que mostrou-me os caminhos da tática e do treinamento no futsal. O Sr. Antônio Rubens Vaz, mais conhecido por todos como "Foca". Um grande professor que sabe muito de futsal, que me mostrou a importância de estudar o jogo, de conhecer meus adversários e minha equipe, de estar sempre antenado com o que há de novo e de aprender, aprender sempre. Este sim um verdadeiro mestre.
Tenho que agradecer e muito também a uma pessoa que me ajudou em demasia, durante minha passagem pela AABB, sem ele o meu caminho seria bem mais difícil. Falo do Sr. Antônio Marquez, que me apoiou nas reuniões com o Sr. Rene Nunes (então Presidente da AABB), de quem eu aprendi sobre a gestão do esporte, e foi sempre um amigo.
E há uma pessoa em especial a quem devo muito, para não dizer tudo, do que tenho hoje, do pouco que alcancei no esporte. Mas sem ele menos ainda teria eu alcançado, pois ele abriu-me várias e várias portas . Refiro-me do Sr. Hideraldo Jorge Santana. Um homem que viveu e vive pelo futsal. Foi presidente da FGFS várias vezes, e hoje é diretor da CBFS. Creio que não só eu mas todo o futsal goiano deve muito ao empenho deste homem.O ginásio de Campinas destinado quase que exclusivamente ao Futsal, foi obra de sua administração e influência. Os vários campeonatos a níveis nacionais e internacionais que o estado de Goiás tem recebido nos últimos anos com certeza tem sua mãozinha. A participação de equipes goianas na Liga Futsal, principalmente no seu início, teve influência direta de sua pessoa. Se hoje em Goiás temos o que temos no futsal (pode ser pouco ainda, pois podemos e precisamos de muito mais) muito foi por obra e influência sua. Assim devo muito mais até do que eu possa imaginar à este gestor do nosso esporte.
Aqui fica meus agradecimentos, a todos os quais eu convivi durante estes anos, aos meus atletas de outrora e de hoje, aos meus alunos, e a todos os dirigentes com os quais trabalhei, pois com todos aprendemos algo. Peço desculpas a quem eu tenha feito algum tipo de desagrado, pois isto pode acontecer, mas quero deixar claro que minha intenção foi sempre a de fazer amigos, e graças a Deus, no futsal eu encontro muitos deles.
Muito Obrigado!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Onde estão nossos ídolos?

O fato de poucas equipes goianas investirem no futsal adulto cria uma situação no mínimo inusitada, para não dizer deprimente.
A falta de ídolos!
Quem são as referências no futsal goiano adulto para nossos jovens atletas?
Em quem eles se espelham?
Quem são aqueles atletas de quem a gurizada se discute uma jogada que tenha realizado, e que antes do treino tenta-se repetir, fazer igual ao ídolo?
Infelizmente estamos perdendo nossas referências... Em Goiás quem é muito bom logo vai para outro Estado (Pois aqui temos poucos clubes adultos, como já se sabe!), ou até mesmo outro país, e quem por aqui fica?
Qual atleta goiano da atualidade, da categoria adulto, que joga em nosso estado, é conhecido pelo Brasil afora? Ou mesmo conhecido pelos nossos jovens atletas das categorias de base?
Quando peranbulo pelos caminhos do futsal fora de Goiás, e encontro treinadores, jogadores, e até mesmo cartolas, sabendo que venho do Estado Central do País, logo me perguntam: Você é de Goiás? Como anda o Zé Ricardo? E aquele pivô forte e abilidoso, o Iberê? Manda um abraço pro Paulo Ventura... e por aí vai...
Quem ficou deslocado, eu revelo. Estes nomes nos quais foram citados, são jogadores e treinadores que fizeram história no futsal goiano, no final da década de 1980 e início da década de 1990, e que jogaram em equipes goianas, leia-se Jaó, Villa Romana, Ajax, entre outras...
Mais recentemente, encontramos ainda por algumas quadras da vida, o Sandrinho, muito inteligente e com uma habilidade invejável, o  grande Paulo Vilela, que vem de uma família de craques, como o seu irmão Rogério, que já passou pela seleção brasileira e construiu sua vida jogando na Europa, o saudoso Rabicó, que apesar de não ser goiano de nascença, fez a sua história em nosso Estado, jogando pelo Goiás e pelo Rio Verde.
Lembro-me da época em que era aspirante a jogador de futsal no Jaó, nós assistíamos os jogos dos "adultos", víamos o Sassá desconcertar o marcador com seus dribles e firulas, e pensávamos: "Um dia quero jogar como eles...".
O certo é que hoje já não encontramos estes jogadores mais em quadra para admirarmos. Talvez seja apenas romantismo barato, pois os tempos mudaram. Mas que era muito bom, era...
Pergunte para um garoto do sub 13, por exemplo, em quem ele se espelha... Ele dirá sem pestanejar: Falcão!
E quanto aos jogadores goianos... Onde estão nossos ídolos?
Não que nossos atletas atuais não sejam bons, pelo contrário, creio até que Goiás nunca teve uma safra tão boa de atletas, com qualidade técnica e tática. O problema se encontra em saber onde eles estão. Onde eles jogam? Quem é que assiste os jogos deles? Eles treinam onde? Como faço para asistir a um treino deles? Quase ninguém sabe. Quase ninguém divulga.
Se queremos que o futsal em nosso estado avance, precisamos de estratégias para permitir que pessoas possam assistí-lo, conhecê-lo, vivênciá-lo.
Precisamos de campeonatos estimulantes para as equipes, para os atletas, para os torcedores e para os investidores. Necessário se faz que as pessoas tenham como saber onde ocorrerão os jogos, quem jogará, e quem joga em qual equipe.
Assim todos sairão ganhando: quem joga, quem assiste, quem organiza, quem investe e também aquele guri do sub 13, que saberá em quem se espelhar, poderá "comprar" a camisa do clube do ídolo, com o seu número nas costas e dizer: "Um dia quero jogar como ele!".

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O sub 20 é o fim da linha?

Estamos vivendo uma época em nosso estado onde a vida do futsalonista é tão curta que acaba na adolescência.
Poucos são os atletas de Goiás que conseguem sobreviver ao "vestibular" do sub 20.
Atualmente ínfimos são os clubes goianos que mantêm uma equipe adulta participando de competições oficiais (Organizadas pela Federação), em razão de vários fatores:
- Pouco retorno de mídia dos torneios oficiais (Quase nenhuma divulgação), o que faz os patrocinadores das equipes fugirem.
- A alta taxa cobrada pela Federação Goiana para a participação de seus torneios, que são pouco atrativos, pois têm como retorno apenas troféus, medalhas, e ao campeão do goiano (Apenas ao campeão) a oportunidade de participar da Taça Brasil.
- Em função do pouco investimento na categoria a maioria dos atletas por não poderem viver do esporte procuram o emprego formal (O que na maioria das vezes impossibilita o treinamento). Entre outros motivos.
 E assim vamos observando a cada ano um número mísero de equipes que participam do certame regional adulto. Fazendo com que apenas poucos atletas jubilados no sub 20 possam continuar jogando o esporte da bola pesada em nosso estado.
Um número cada vez maior de ex-atletas federados estão participando de competições não oficiais, pois saem de seus clubes "Federados" pois não têm mais a oportunidade de jogar (Saíram da adolescência). Justamente quando a equipe acaba de formar o atleta, que passou nas categorias de base, aprendendo e desenvolvendo o seu jogo, quando chega a hora de mostrar o seu valor, o atleta encontra abrigo somente em torneios amadores.
Dessa forma vão surgindo equipes como a ASFAC, Garra, Terremoto (Isto falando apenas da capital) entre tantas outras equipes que mostram grandes valores individuais, vindos da extradição do futsal oficial, em campeonatos amadores com altíssimo nível técnico, onde a equipe e os patrocinadores tem um retorno de público maior, e um retorno financeiro também bem melhor.
Então pensamos... Qual o futuro que espera o nosso futsal?
Somos campeões brasileiros sub 17 (Os atuais até este ano), e o que serão destes meninos daqui a três ou quatro anos, quando ultrapassarem a idade limite dos 20? Terão que sair do estado para continuarem a prática do esporte, ou participarão do grande grupo de atletas amadores?
Uma Liga Goiana de Futsal seria a solução, ou uma ajuda à Federação? Isso é assunto para mais três páginas...
Só espero que não matemos nossos atletas no início de suas aspirações! Algo há de ser feito, e não podemos esperar que ninguém faça por nós... temos que colocar a mão na massa, ou então o título de Campeão Brasileiro vai continuar somente nas categorias de base.